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Painel H&C
Revista H&C - Edição 109

O bem-estar durante e após a lavagem dos cabelos

TERÇA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2018

A qualidade é algo que o consumi­dor sempre busca em suas com­pras e as empresas sabem que tanto a qualidade como os apelos de marketing são fatores indispensáveis para a venda de seus produtos e serviços. Definir a qualidade é uma dificuldade que todos os consumidores têm; cada um pode dizer o que é qualidade dependendo do seu ponto de vista, necessidades, percepção e experiências passadas.

David Garvin publicou um artigo em Harvard sobre qualidade e ele a de­finiu a partir de cinco abordagens, sendo transcendental (quando ela é relacionada à funcionalidade do pro­duto), centrada no produto (quan­do comparamos um produto com o outro produto), centrada no valor (quando o valor de venda implica na qualidade), na fabricação (quando a conformidade influencia no produto) e centrada no cliente (quando um produto atende às necessidades do cliente). 

Os produtos cosméticos que são ven­didos atualmente têm suas preferên­cias influenciadas pela sua qualidade, ou pela sua percepção de qualidade. Como um perfume agrada uma pes­soa pela sua fragrância, outros pro­dutos agradam seus consumidores por qualidades específicas. Um deso­dorante tem que prevenir o mal odor do usuário, assim como um sabonete deve limpar o local a ser lavado.

Outros produtos podem buscar carac­terísticas adicionais para agradar um consumidor, o que atualmente é uma necessidade no mercado, como um sabonete que além de limpar, hidrata a pele como benefício adicional. Mes­mo que os produtos sejam feitos para o mesmo propósito, o seu sensorial é a influência na decisão do cliente.

Essas características sensoriais são qua­lidades e elas são atribuídas e medidas de diversas maneiras, seja por métodos objetivos ou métodos subjetivos. Para evitar irritações ao consumidor, normal­mente ajusta-se o pH de um produto ao próximo do fisiológico (exceto quando o consumidor tem alergia a determi­nada matéria-prima e/ou componente químico), através de análises do pH; quando é necessário espessar algum produto, faz-se análises de viscosidade com o auxílio de um viscosímetro.

Normalmente, se faz estas e outras tantas análises porque elas se relacio­nam com o sensorial experimentado pelo consumidor quando do uso do produto, sendo estes uma medida indireta (ou direta) da aceitação do produto. Entretanto, apesar da padro­nização, tanto os métodos objetivos como os subjetivos gozam de grande variabilidade, justificada pelo fato de cada analista usar-se de seus próprios julgamentos para a execução de tais análises e com isso, há uma grande dificuldade em obter análises reprodu­tivas. (PEDRO, 2010).

A qualidade percebida é estudada por diversos autores como Slackt (2002) que supõem que a definição da qua­lidade se baseia em expectativas e podem mudar entre diferentes con­sumidores. Já Kotler (2007) relaciona a qualidade percebida com o nível de satisfação do cliente. Logo, a satisfação do consumidor é função do desempe­nho percebido e das expectativas do produto e dos serviços. Ele apresentou três possibilidades entre expectativas e percepções do cliente. Elas podem ser boas (quando as percepções são maiores que a expectativa), aceitáveis (quando as expectativas são iguais às percepções) e ruins (quando as expec­tativas são maiores que as percepções).

A espuma é uma das características mais importantes em vários tipos de cosméticos e “definir” sua qualidade varia de pessoa para pessoa. Os con­sumidores usam sua percepção para adquirir produtos de sua preferência. Os laboratórios de pesquisa buscam criar métodos que reproduzam a per­cepção dos consumidores para usá-los na diferenciação de produtos de dife­rentes qualidades. Tais métodos care­cem de padronização e objetividade, o que se traduz em grande dificuldade para determinar a qualidade entre di­ferentes formulações cosméticas, so­bretudo quando a diferença entre elas é pequena. (PEDRO, 2007).

Como diferenciar a cremosidade, a quantidade ou o poder de espuma de algum produto ou formulação cosmé­tica sem parâmetros analíticos? Usan­do consumidores? Testes de painéis? Os testes de painéis são respostas a estas perguntas, mas são métodos de­morados, caros e muito variáveis.

Para analisar a qualidade e eficácia de um produto são usados diversos tipos de testes, porém muitos deles não são padronizados, ou carecem de mais rigor em sua padronização, o que se observa pela grande variabilidade nos resultados. A análise de espuma feita pelo método de Ross Miles é um de­les, sendo que diversos fatores podem influenciar nos seus resultados. Já se sabe que em condições físico-quími­cas diferentes, as análises conduzem a resultados diferentes; diferença de temperatura, quantidade e concentra­ção de amostra utilizada resultam em diferentes aspectos na quantidade e cremosidade da espuma.

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