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Revista H&C - Edição 104

Internet das Coisas e as embalagens

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2017

Nos dias atuais, muito temos escu­tado falar sobre a Internet das Coisas, que é a tradução literal da sigla em inglês IoT – Internet of things. Mas o que é e como essa Internet das Coisas pode influenciar na vida das pessoas, das empresas e dos negócios? Inter­net das coisas está relacionada a tec­nologia que vem avançando e sendo desenvolvida para que a conexão da rede e objetos se torne algo como um ambiente inteligente e facilite cada vez mais a vida das pessoas.

A Internet das Coisas teve sua ori­gem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) através de tags, ou etiquetas, que identificam objetos no mundo físico por meio de sinais de rádio frequência e são conhecidas por RFID (Radio-Frequency IDentification). Comentei em artigos anteriores so­bre como essas etiquetas inteligentes poderiam facilitar tanto os processos logísticos quanto trazer um diferencial no futuro do varejo.

Imagine um cliente entrando na loja e através de um dispositivo em seu car­tão fidelidade ou algum aplicativo em seu celular que o identificasse e então o vendedor ou consultor ali presente já recebesse uma mensagem com o per­fil do cliente. A primeira abordagem já poderia ser diferenciada e persona­lizada iniciando a melhor experiência de compra possível. Até mesmo se o consumidor tivesse alguma identifi­cação em seu perfil de preferir o au­toatendimento e não ser, digamos, importunado pelo vendedor, ele po­deria circular de forma livre pela loja e buscar os produtos que teria o desejo ou curiosidade de conhecer. Após ter em sua sacola de compras os produtos que queria ele poderia simplesmente sair da loja e as etiquetas inteligentes enviariam através de rádio frequência os dados que ligados ao aplicativo ou dados do cartão fidelidade debitariam diretamente de um cartão de crédito pré-cadastrado no perfil do consumi­dor. Praticidade e experiência que po­dem fazer a diferença na fidelização e preferência do consumidor.

A Internet das Coisas ainda pode beneficiar as empresas e consumidores de outras formas como por exemplo com dispositivos que liguem informa­ções de data de validade ao controle de estoque ou ao computador ou ce­lular do consumidor. No caso das em­presas seria um FIFO (first in first out) virtualmente automático onde os ges­tores das companhias poderiam saber de acordo com o programado e com maior antecipação, e, assim, evitariam o erro humano da proximidade de datas de validade de matérias primas ou produtos, podendo criar formas de escoar itens que estivessem na si­tuação de vencimento de sua valida­de próximo através de promoções ou combinação de vendas específicas. Consumidores poderiam ser avisados da proximidade do vencimento e até mesmo do término de seus produtos e assim terem a oportunidade de irem ao ponto de venda ou mesmo a lojas virtuais para repor seus produtos antes de sua validade vencer. Ainda, imagi­ne que esses consumidores poderiam também, ao invés de terem que se deslocar ou ir até uma loja virtual, re­ceber seus produtos em casa através do aviso automático da conexão das embalagens desses produtos com as empresas. Esse futuro não parece estar assim tão distante.

A AdhereTech, empresa norte-ame­ricana de embalagens para medica­mentos (www.adheretech.com) desen­volveu uma embalagem que auxilia os pacientes no controle da ingestão e da necessidade de renovar o estoque de seus medicamentos com antecedên­cia. Essa embalagem, por meio de um sensor, pode controlar a quantidade de produto existente em seu interior, identificar se ela foi aberta ou violada e até mesmo o horário de tomar o me­dicamento através de um bipe sonoro ou emissão de uma luz intermitente. Se isso é possível para medicamentos também seria possível para cosméticos. Imagine um produto para tratamento facial onde a embalagem emitisse um sinal para o consumidor no momento que fosse necessário uma nova aplica­ção de produto. Outra opção de utili­zação possível desse tipo de tecnologia seria um protetor solar em que sua embalagem emitisse um sinal para o celular do consumidor através de SMS, WhatsApp ou aplicativo da marca pou­co antes da necessidade de nova apli­cação de acordo com as condições cli­máticas e de radiação UV no local onde ele estivesse. Muito pode-se imaginar e criar para melhorar e facilitar a vida do consumidor através do conceito Inter­net das Coisas e sua conectividade com as embalagens cosméticas.

Imagine o consumidor em uma loja física ou supermercado onde ele te­nha colocado no carrinho ou sacola de compras um protetor solar e automati­camente, via celular ele fosse agraciado com um desconto para levar um pós sol ou hidratante da mesma marca.

Um outro exemplo de como uma embalagem inteligente e sua conexão com a rede pode trazer benefícios é o controle de local de armazenagem do produto. Se ele estivesse em condições diferentes das cadastradas, sua embala­gem emitiria informações ou para o ata­cadista/varejista ou então para o próprio consumidor para que nenhum deles fosse prejudicado por um acondiciona­mento em local indevido.

Hoje sabemos que ainda existem diversos limitantes para os exemplos acima mencionados mesmo com al­guns deles já sendo realidade aplicada em produtos. O lema da GE (General Eletric) que diz ‘se dá para imaginar dá para fazer’ é totalmente aplicável na relação da Internet das Coisas e sua li­gação com as embalagens, e cada vez mais essa realidade fará parte do dia a dia das empresas e dos consumidores.

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