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Painel H&C
Revista H&C - Edição 103

FCE Cosmetique apresenta tendências voltadas ao conhecimento

QUINTA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2017

A última edição da FCE Cosmetique trouxe muito con­teúdo de qualidade em três grades diferentes de programa­ção: o 30º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, o Insight Experience e a Arena do Conhecimento, todos com a pre­sença de especialistas, estudiosos e representantes de gran­des indústrias do setor. Nos três dias de evento, os visitantes puderam conferir o que estará em alta nos próximos anos no mercado cosmético nacional e internacional.

Um dos palestrantes, Guilherme Carvalho, secretário­-executivo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), desta­cou que a certificação de produtos veganos cresceu 500% nos últimos três anos, representando 300 produtos certificados. Outro ponto interessante no processo de reconhecimento é que a empresa não necessita ter todo o portfólio vegano, pos­sibilitando a entrada de mais companhias neste segmento e também a produção de soluções mais modernas e específicas para este público, que já são mais de 5 milhões de brasileiros.

Outra tendência mundial que só tende a crescer no mer­cado nacional são os cosméticos Halal. Segundo Dib Ahmad El Tarrass, gestor de Desenvolvimento do Halal Industrial da FAMBRAS – Federação das Associações Muçulmanas do Bra­sil –, as indústrias que recebem a certificação halal atestam a ausência de ingredientes proibidos pelos preceitos islâmicos, como insumos decorrentes do porco e a utilização mínima de álcoois, e garantem a obtenção ética de insumos cárneos de caprinos, aves, bovinos e ovinos.

Esse mercado já movimenta US$ 2,5 trilhões por ano em todo mundo, nos segmentos de alimentação, vestuário, produtos cosméticos e farmacêuticos. A indústria brasileira já está atenta e pretende crescer também com exportações para o mercado exterior, já que a comunidade islâmica repre­senta globalmente 1,6 bilhão de pessoas.

Produtos que começam também a chamar atenção na indústria são os dedicados a pacientes oncológicos. Lídia Mo­rus, presidente da FELASCC – Federación Latinoamericana de Sociedades de Ciências Cosméticas – e diretora do laborató­rio Dermagroup (Uruguai), falou sobre o tema em palestra, destacando que o mercado é muito novo e ainda com poucos produtos, mas carrega muita responsabilidade social, pois po­dem contribuir na recuperação da autoestima do paciente e até influenciar no bom resultado do tratamento.

Segundo a especialista, “as células mais afetadas pe­los tratamentos como quimioterapia e radioterapia são as de rápido crescimento no corpo, ou seja, a pele, as unhas e os cabelos. Entre as sequelas mais comuns naqueles em tra­tamento estão a pele muito seca, eczemas, dermatite, acne, ressecamento nasal, irritação, coceira, manchas, aumento da sensibilidade ao sol e perda de cabelo”.

Por conta disso, é importante que os produtos sejam produzidos a fim de contribuir com o corpo que já está de­bilitado. “O usuário deve evitar produtos para o controle de acnes, fragrâncias, glicóis, conservantes e parabenos. Os cosméticos para estes pacientes devem focar na maquiagem corretiva, proteção UV, hidratação, reparação e limpeza”. Se­gundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, existem 14,1 milhões de pessoas com câncer em todo o mundo e estima-se que o número de novos casos aumente nos próximos anos. para o mercado exterior, já que a comunidade islâmica repre­senta globalmente 1,6 bilhão de pessoas.

Consumidores protagonistas – O consumidor do mer­cado de cosmético está cada vez mais ciente de suas esco­lhas, mais ativo e em busca de produtos que reflitam seus ideais e sua personalidade. Pensando nisso, algumas marcas decidiram estampar sua filosofia em suas criações, desde a matéria-prima até a embalagem, são as chamadas marcas Indie Beautys, que já crescem quatro vezes mais do que as grandes marcas nos Estados Unidos, mesmo representando apenas 7% do mercado.

De acordo com a diretora de Tendências e Marketing da BeautyStreams, Fernanda Pigatto, uma das sacadas des­te mercado são as parcerias com os influenciadores digitais, pois eles estão mais próximos dos consumidores e passam uma sensação de identificação com o produto, como se um amigo estivesse o indicando. “O consumidor se identi­fica muito mais com o blogger que segue nas redes sociais, por exemplo, do que com a marca em si, e essa tem sido a estratégia de sucesso. Além disso, as blogueiras incentivam os consumidores a procurar opções mais semelhantes à sua etnia e estilo de vida”, diz

.Mais inovação e tecnologia – Com uma palestra ino­vadora, o NIT Mantiqueira - Núcleo de Inovação Tecnológica Mantiqueira - esteve presente na Arena do Conhecimento juntamente com cientistas do CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (entidade associada ao NIT), para apresentar novas pesquisas no campo de produtos focados na qualidade de vida e segurança dos consumidores.

Um dos médicos e pesquisadores presente, Eduardo Pa­gani, explicou o que é a tecnologia human on a chip que utili­za tecidos de órgãos, cultivados em laboratório, que simulam a funcionalidade e aspecto dos órgãos humanos. Com isso, é possível diminuir gradativamente os testes de cosméticos em animais, tendo uma análise mais conclusiva sobre a toxicida­de dos produtos com tecidos de diversas morfologias.

A Dr. Ana Carolina Zeri, também presente no evento, falou aos participantes sobre as possibilidades do estudo cris­talográfico, em que são analisadas moléculas cristalizadas do material a ser pesquisado. “Uma das vantagens dessa tecno­logia é a possibilidade de garantir às indústrias maior eficácia na compreensão de, como por exemplo, os componentes de produtos cosméticos podem interagir com fibras do cabelo, pele, entre outros”, explica a doutora.

Para mais informações, acesse: www.fcecosmetique.com.br

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